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  • Beatriz Martins

Inversor String X Microinversor

Qual a função do inversor/microinversor?

A principal função de um inversor/microinversor em um sistema de energia solar é converter a energia elétrica, gerada inicialmente pelas placas solares fotovoltaicas em corrente contínua (CC), para corrente alternada (CA), aquela convencional que usamos em casa. Assim, a energia pode ser utilizada pelos equipamentos elétricos existentes nas instalações.


Diferenças básicas entre microinversor e inversor string

1. Tamanho e peso


O microinversor é menor e mais leve, o que facilita no manuseio, transporte e instalação. Enquanto o inversor string possui uma estrutura maior e mais pesada, por isso necessita de um local destinado a ele no projeto, além de ser mais difícil de ser manuseado por uma só pessoa.


2. Local de instalação


Uma diferença crucial entre o microinversor solar e o inversor string está justamente na hora de instalar o equipamento. Enquanto o microinversor pode ser colocado embaixo de cada painel fotovoltaico, simplificando a instalação e reduzindo custos com obras de infraestrutura, o inversor string precisa de um local específico destinado a ele em seu imóvel.


O uso de microinversores dispensa a utilização da String-Box (caixa de proteção com disjuntores). Além disso, a utilização de microinversores também tende a beneficiar a estética dos projetos, tornando o sistema solar mais discreto.


3. MPPT e MLPE


Para entender melhor as diferenças, vantagens e desvantagens de cada tipo de inversor é fundamental saber o que é a tecnologia MPPT e o conceito de MLPE, que interferem na otimização de energia dos equipamentos.


O MPPT (“maximum power point tracker”) monitora de forma contínua os parâmetros elétricos em sua entrada — fazendo ajustes em tempo real, garantindo que o aproveitamento da energia seja o máximo na conversão de corrente contínua para corrente alternada.


Uma diferença importante entre os inversores string e microinversores é justamente a forma como aplicam MPPTs: enquanto no primeiro a otimização de energia é feita simultaneamente em vários módulos (o que pode gerar perda de potência, já que o sistema seguirá o padrão da placa com menor rendimento), no caso do microinversor o tratamento é individualizado (e faz com que cada painel se beneficie do MPPT de forma independente).


O MLPE (“module-level power eletronics”), de forma resumida, aplica toda a teoria do MPPT a uma determinada placa solar. Assim, toda a otimização é feita considerando as características de uma única placa (ou duas, em alguns modelos) e não há perda de rendimento quando há diferença na geração de energia entre dois painéis do mesmo sistema fotovoltaico.


No caso do microinversor, ele potencializa os benefícios dos MPPTs sobre o sistema como um todo, evitando que as diferenças de produção interfiram no desempenho de todo o arranjo de placas solares (o que acontece no caso dos inversores string).


Inversor string:

Microinversor:

Fonte: Portal Solar


4. Sombreamento


Ao contrário do microinversor, que otimiza as placas solares fotovoltaicas “individualmente”, o inversor string sempre tratará várias placas como um conjunto. Por conta disso, se existir sombreamento em um ou mais painéis, o sistema fotovoltaico como um todo é comprometido em maior proporção quando trabalhamos com inversores string.


Já com o microinversor, cada placa solar será otimizada de forma separada por seu MPPT independente. Assim, uma perda localizada (como o sombreamento de um módulo) não prejudicará todo o sistema de energia solar.


5. Flexibilidade de projetos


Quando trabalhamos com inversores string, precisamos que as diferentes placas conectadas estejam direcionadas na mesma orientação para produzir uma tensão idêntica ou similar, uma condição que limita muito as possibilidades na hora da instalação.


Já os microinversores podem ser instalados em qualquer combinação de quantidade, modelo de painéis, orientação, inclinação e até potências.


6. Facilidade de expansão do sistema


Dada a modularidade intrínseca de seu conceito MLPE, para ampliar um projeto com microinversores, basta adquirir mais placas fotovoltaicas e adicionar um número proporcional de novos microinversores ao sistema.


Já para expandir um projeto com inversor string é necessário realizar a troca para uma potência maior e analisar, com antecedência, o novo dimensionamento desse arranjo fotovoltaico maior.


7. Manutenção e monitoramento


Enquanto o microinversor opera em baixas tensões de entrada (60 Volts), o inversor string utiliza altas tensões (de até 1.500 Volts), o que pode envolver riscos no momento da instalação e posteriormente.


Além disso, os microinversores já convertem a corrente contínua (CC) em corrente alternada (CA) diretamente em cima do telhado — portanto, todo circuito elétrico trabalha em corrente alternada 220V ou 127V, reduzindo o risco de arco voltaico, por exemplo, e aumentando a segurança como um todo.


8. Preço e custo-benefício


O microinversor, de forma geral, é mais caro do que um inversor string, mas oferece diversas vantagens que tornam o seu custo-benefício vantajoso a médio e longo prazo.


9. Vida útil e garantia


Nesses aspectos, o microinversor também sai na frente, com 10 a 15 anos de garantia e cerca de 25 a 30 anos de vida útil (aproximadamente o mesmo tempo que o painel solar atinge).


Já o inversor tradicional string possui geralmente de 5 a 7 anos de garantia, dependendo do fabricante, e sua vida útil estimada é de 10 a 15 anos.


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